Maria de Naglowska
- 12 de ago.
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Naglowska esteve a frente da Confrerie de la Flèche d'Or entre 1932 a 1935, sua teoria defendia um espírito santo feminino na Terceiro Termo da Trindade, ela defendeu que as conexões espirituais mais profundas advém da troca de energia (yin yang). Ela era chamada de Alta Sacerdotisa do Amor do Templo da Terceira Era.
Seu interesse pelo ocultismo surgiu durante a Revolução Russa. Anos depois ela ministrou palestras e escreveu artigos para a Sociedade Teosófica, ela também ministrou diversos seminários sobre magia sexual em Paris, que eram frequentados por grandes escritores da época. Posteriormente fundou a Irmandade da Flecha de Ouro. Traduziu o Magia Sexualis de P. B. Randolph, o que deu notoriedade a ele na Europa.
Ela publicou alguns livros, os mais famosos são "O Ritual Sagrado do Amor Mágico" e "A Luz do Sexo" onde tratava as relações como algo transformador para o espírito, abordava técnicas como enforcamento e privações sensoriais durante os rituais eróticos, dentre outras questões. Um relato cita que durante uma cerimônia Naglowska se prostrou nua no altar enquanto um dos iniciados inseria um cálice na sua genitália proclamando sobre a iluminação e o despertar.
O relato de René Thimmy conta que ela era pequena, se vestia bem, não usava maquiagens, tinha cabelos loiros acinzentados e curtos e seus olhos eram penetrantes, azuis e iluminados "por um fogo que vinha de dentro".
Entre os dons de Naglowska estava o poder psíquico, além de ter uma potente capacidade de previsão e assertividade. Inclusive ela previu o próprio desencarne ao consultar o espelho, reuniu selecionados discípulos em 1936 e se despediu, morou em Zurique com a filha até sua morte 17/04/1936, aos 52 anos.



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