Tarot não tem relação com karma
- 12 de ago.
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Até pessoas e situações inúteis podem surtir proveito em algo, esse post é resultado disso. Ontem uma desorientada questionou "não acredita em karma, mas joga tarot?". Pois é, não acredito em karma e leio não somente tarot como também outros oráculos.
Importante pontuar que a leitura de tarot, em seu princípio divinatório, tem toda uma estrutura histórica, literária e cultural. Não é só "ter mediunidade desenvolvida", cada carta está associada a contextos filosóficos, mitológicos, simbólicos, psíquicos e também históricos. Logo, o estudo dessa arte é que garantirá leituras precisas, bem interpretadas, concisas. As percepções da função intuitiva dão um "Q" a mais na execução interpretativa, de fato.
Já o conceito de karma se divide em duas principais teologias: a hinduísta (milenar, de onde o conceito tem origem) e a espírita. Geralmente as pessoas associam o karma como algo predestinado ao cumprimento de dívidas, acertos, pendências, uma visão engessada para justificar crenças cristianizadas como o perdão, por exemplo.
Teóricos ocultistas falam sobre o akasha, força primordial que armazena as vivências e reflexos de outras vidas, que podem ser positivas e negativas, e de acordo com o desenvolvimento espiritual (que nada tem a ver com ser um novo nazareno) essas memórias ou registros são acessados a medida que o adepto comporta tais informações.
Particularmente, acredito que com auxílio oracular é possível acessar remanescências de vidas anteriores que causam determinados padrões de comportamento e vibrações na encarnação atual. Porém, desacredito que todas histórias, contextos, vivências sejam acessadas em sua plenitude.
Para concluir, tarot não tem nada relacionado a karma. Uma pessoa que utiliza desse instrumento não está pagando ou restituindo nada, pelo contrário, é uma pessoa dedicada, que investiu, se esforçou, estudou e estuda para desvendar os mistérios arcanos.



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